Quetiapina: Para que serve, efeitos colaterais e mitos sobre o uso em psiquiatria
07 Abr 2026 · Dr. João Pedro Castro
A quetiapina é classificada como um antipsicótico de segunda geração (ou atípico). Ela atua no cérebro modulando a atividade de diversos receptores de neurotransmissores, incluindo dopamina (D2), serotonina (5-HT2A e 5-HT1A), histamina (H1) e alfa-adrenérgicos (alfa 1). Essa ação multifacetada permite que a quetiapina seja eficaz em diferentes contextos clínicos.
A quetiapina possui um amplo espectro de indicações aprovadas, refletindo sua versatilidade na prática psiquiátrica. As principais incluem: Esquizofrenia, Transtorno Bipolar, Depressão Maior (como terapia adjuvante), Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e Insônia.
A dosagem da quetiapina varia amplamente dependendo da condição a ser tratada, da resposta individual do paciente e da formulação. Geralmente, o tratamento é iniciado com doses baixas, que são gradualmente ajustadas pelo médico.
Como todo medicamento, a quetiapina pode causar efeitos colaterais. Os mais comuns incluem: Sonolência/Sedação, Ganho de Peso, Boca Seca, Tontura e Hipotensão Postural e Aumento do Apetite. É crucial comunicar qualquer sintoma incomum ao seu médico.
Existem muitos equívocos sobre a quetiapina. É verdade que ela é usada para diversas condições, não apenas esquizofrenia. Não causa dependência física como os benzodiazepínicos, mas a interrupção abrupta pode levar a sintomas de abstinência. Seu uso para insônia deve ser cauteloso e não há evidências de que cause demência.
A quetiapina é uma ferramenta valiosa na psiquiatria moderna, capaz de trazer alívio significativo para pacientes com transtornos complexos. No entanto, seu uso exige uma avaliação cuidadosa, prescrição individualizada e acompanhamento contínuo por um profissional qualificado.
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